Redução de papada: é possível sem procedimentos cirúrgicos?

Redução da gordura submentoniana, popularmente conhecida como papada: muito difícil algum dermatologista nunca ter escutado essa queixa em consultório. E oferecer tratamentos para essa condição pode ser uma boa alternativa para a sua clínica já que os pacientes os solicitam com grande frequência, conforme afirma a dermatologista Ligia Kogos. 

Entretanto, independente do procedimento indicado, a dermatologista alerta o quanto é importante realizá-los com bom senso, conhecimento e segurança. Assim, recomenda alguns passos:

  • Deixar em uma área visível da sala de espera uma lista com os serviços prestados, incluindo os respectivos preços;
  • Na hora do atendimento, aconselhar com o objetivo de ofertar a melhor opção para cada situação;
  • Apresentar fotos de casos de sucesso, claro que preservando a privacidade das pessoas que obtiveram bons resultados.

“É fundamental ouvir cada cliente, deduzindo também o que ele não consegue responder, explicando com calma, inclusive sobre a questão dos valores. Seja gentil, não fale como se fosse um problema grave e/ou difícil de resolver. É preciso avaliar, raciocinar e expor a solução, ainda que a decisão a ser tomada seja encaminhar para um colega cirurgião. Vale lembrar que se essa decisão for ponderada, os pacientes lhe serão gratos”, sugere.

Redução de papada sem cirurgia 

Ligia informa que a prevenção de rugas e flacidez deve ser iniciada aos 25 anos. Portanto, é essencial indicar aos clientes uso de filtro solar e hidratantes diariamente e  ensiná-los como manter a postura certa durante o dia e ao dormir. 

Quando o assunto são os ativos, a dermatologista conta que vale investir naqueles com substâncias de ação profunda. Os mais eficientes são a vitamina C (ácido ascórbico), ácido glicólico, hormônio estradiol, ácido retinoico e outros estimuladores de fibras colágena como glycans, tensores de superfície como Instensyl e Liftline, ceramidas, ureia, ácido hialurônico, colágeno hidrolisado, óleos como rícino e germe de trigo entre outros que aumentam a hidratação, lubrificando sua camada mais externa, acalmando irritações, criam películas invisíveis tensoras com melhora aparente imediata. 

“Além disso, produtos específicos para o pescoço podem apresentar formulação rica em óleos vegetais e texturas mais consistentes, já que a região tem menor número de glândulas sebácea. O hormônio feminino, estradiol, prescrito por médicos em formulações especiais, a serem aplicadas diariamente nessa área, têm grande importância na recuperação da firmeza, especialmente após os 40 anos, quando as taxas de colágeno decrescem implacavelmente”, explica.

A dermatologista ainda comenta que ativos especiais com a finalidade de queimar tecido adiposo e drenar líquidos que o embebem são eficientes no mento, tais como:

  • Thiomucase: dispersão de líquidos e queima de gorduras;
  • Hialuronidase: quebra de traves fibrosas;
  • Cafeína: estímulo da atividade circulatória, aumento da queima adiposa, diminuição de edema;
  • Ginseng: estímulo circulatório.

Já com relação aos procedimentos não cirúrgicos, Ligia mostra os mais indicados:

Botox (toxina botulínica ) em técnica de Nefertiti

Indicação: eliminar as pregas verticais decorrentes da flacidez do músculo platisma, as chamadas bandas verticais, e definir o contorno facial na junção com o pescoço, tanto ao entorno do mento como na área do ângulo cérvico mandibular. O objetivo é relaxar um grupo de músculos central, acentuando a contração dos laterais. Dessa forma, promove-se um efeito de “levantamento” no pescoço, apagando-se as pregas verticais (lifting).

“Em uma referência à rainha do Egito na Antiguidade, Nefertiti, imortalizada em famosa escultura que evidencia seu pescoço firme e cinzelado, com contorno nítido, realiza-se pontos especiais na junção da musculatura do pescoço com os maxilares para que se consiga maior definição desse contorno em sua junção com o pescoço. Para  tudo isso, a toxina é injetada em pontos estratégicos em uma única e rápida sessão. O tratamento dura em torno de 6 meses, devendo depois ser repetido. Com o passar do tempo, o efeito torna-se mais duradouro pelo condicionamento muscular que ocorre”, complementa Ligia.

Peelings

Indicação: remoção de rugas e vincos, melhoria da textura e firmeza, eliminação progressiva de sobras e redundâncias de pele. Segundo a dermatologista, os peelings feitos por meio da aplicação de ácidos de força moderada resultam em descamação capaz de remover camadas superficiais, estimula a produção de colágeno, fazendo surgir uma nova camada mais firme e viçosa.

“Os ácidos mais usados são o retinoico e  o salicílico, Jessner + ATA (perigoso em região cervical) em áreas localizadas para remover redundâncias de pele. Dependendo da concentração das substâncias utilizadas e da profundidade em que são aplicados, os peelings podem ser superficiais (recomendados para a remoção de manchas e melhora da textura) ou atingirem camadas médias. Os mais profundos são contraindicados pelo risco de queloides, cicatrizes e manchas pela movimentação constante”, adiciona 

Lasers (STARLUX 1540, fracionado)

Indicação: aumento da firmeza, além da eliminação do fotoenvelhecimento. De acordo com Ligia, tecnologias como a fracionada do Starlux 1540 podem em poucas sessões, cerca de três, devolverem parte do viço e firmeza perdidos. Atinge-se a derme mais profunda com a emissão de luz que estimula produção de novas fibras colágenas. Encolhe a pele flácida pelo encurtamento e reorganização das fibras colágenas e elásticas.

Radiofrequência (Accent)

Indicação: aumento da firmeza da pele do pescoço, definição de contorno facial, diminuição da gordura submentoniana. A emissão de radiofrequência do Accent é potente e aquece profundamente os tecidos, aumentando a produção e colágeno que leva à maior firmeza, assim como promove a mobilização da gordura depositada sob o queixo. Pode ser usado isoladamente ou junto com outras alternativas.

“Também existem as injeções com substâncias capazes de queimar gordura (desoxiglicolato), porém é um tratamento pouco utilizado, direcionado para peles jovens, já que não melhora a flacidez. Temos ainda os fios de sustentação, lembrando que é um procedimento discutível pela não uniformidade de resultados e alto índice de complicações, ou seja, é uma técnica ambígua”, finaliza Ligia Kogos.

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