Os malefícios do tabaco para a pele dos seus clientes

De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Dia Mundial Sem Tabaco, instituído em 31 de maio, foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

E esses malefícios também estão presentes na pele. Por isso, por que não aproveitar a data para chamar a atenção dos seus clientes a respeito desse mau hábito? Segundo a dermatologista Dra. Juliana Toma, além de uma forte relação com várias patologias sistêmicas, o tabagismo ainda está associado a muitas condições dermatológicas, incluindo má cicatrização de feridas, envelhecimento prematuro da pele, carcinoma espinocelular, melanoma, câncer bucal, acne, psoríase e queda de cabelo.

Atuação do tabagismo na pele

A dermatologista explica que o tabagismo, provavelmente, exerce seus efeitos deletérios na pele diretamente por meio de seus componentes irritantes na epiderme e indiretamente na derme através da circulação sanguínea.

A diminuição da umidade no estrato córneo da face contribui para o enrugamento facial devido à toxicidade direta da fumaça. Apertar os lábios durante o fumo, com a contração dos músculos faciais e estrabismo devido à irritação dos olhos pela fumaça, pode favorecer a formação de rugas ao redor da boca e dos olhos (pés de galinha), conforme afirma a Dra. Juliana.

“As alterações no metabolismo macromolecular da derme são fatores importantes que levam ao envelhecimento. A nicotina e a fumaça causam estresse oxidativo, de modo que oxigênio insuficiente é fornecido à pele, resultando em isquemia do tecido e oclusão dos vasos sanguíneos. Reduz as respostas imunes inatas e do hospedeiro e induz a metaloproteinase MMP-1, uma enzima que degrada o colágeno”, complementa.

Fumar também traz prejuízos à saúde capilar

Dra. Juliana, que também é Fellowship em tricologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, comenta que tanto homens quanto mulheres tendem a desenvolver cabelos mais finos à medida que envelhecem e o fumo é capaz de acelerar esse processo. 

“Vários estudos e teorias já associaram o fumo à queda de cabelo. Alguns deles ainda sugerem que indivíduos fumantes têm maior probabilidade de ficarem carecas. Ao fumar, a pessoa absorve esses produtos químicos, sua microcirculação sanguínea diminui e os níveis de nutrientes de seu sangue caem. Como a nicotina e outros componentes do cigarro entram na corrente sanguínea através dos pulmões, o fluxo do oxigênio necessário é obstruído e tudo isso faz com que os folículos capilares sofram”, salienta.

Procedimentos estéticos para a recuperação da pele

A dermatologista finaliza informando que o primeiro passo, sendo o mais importante, é orientar os pacientes para pararem de fumar. Não é uma tarefa fácil, porém é possível. E, a cada dia que passa, a pele começa a receber mais suprimentos naturais de oxigênio e nutrientes. 

“Em seguida, para reparar a elastina danificada e o colágeno perdido, vale indicar procedimentos dermatológicos como laser, preenchimentos injetáveis, microagulhamento por radiofreqüência e uma rotina completa de cuidados com a pele em casa”, conclui.

Contribua para a mudança desse mau hábito. Incentive seus pacientes a pararem de fumar! 

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