Hiperpigmentação e as manchas senis: como tratá-las em seu consultório?

Com o passar dos anos, a pele sofre com uma série de mudanças devido ao processo de envelhecimento que são, em sua maioria, provenientes dos danos causados ao longo da vida por fatores como poluição e falta de proteção aos raios UVA e UVB.

Segundo a Dra. Valéria Campos, médica especializada pela Harvard Medical School, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e professora na Universidade de Medicina de Jundiaí, as manchas são causadas pela exposição excessiva ao sol ao longo dos anos. 

“Muitas pessoas acham que é mancha de idade, mas é o acúmulo do sol. Aparecem na face, mãos, colo, antebraços e pernas. Apresentam-se com diâmetro desde milímetros, atingindo até pouco mais de um centímetro”, complementa.

A dermatologista ainda explica que a leucodermia gutata ou leucodermia solar, conhecida popularmente como sarda branca, são manchas esbranquiçadas ao contrário da melanose solar, caracterizada pelos sinais escuros. 

“Ambas aparecem nas áreas que ficam mais expostas ao sol, principalmente nos antebraços e pernas, que ocorrem pelo dano cumulativo causado pelos raios ultravioleta ao longo da vida. As manchas brancas são mais incomuns na face o tronco, mas podem aparecer no rosto também! E os dois tipos são  muito frequentes na população, tanto em homens quanto em mulheres”, afirma.

Prevenção e tratamento

A especialista diz que o tratamento de remoção se faz com com ácidos, luz intensa pulsada e/ou lasers e tem uma ótima resposta quando é realizado em algumas áreas como rosto, colo e mãos. Para as sardas brancas, é indicado o microagulhamento.

Porém, é importante alertar o paciente que é muito difícil garantir a total eficácia e a Dra. Valéria ressalta que aquelas mais escuras são relativamente fáceis, no entanto as brancas são complicadas e exigem uma expertise do profissional.

“A minha dica como profissional é ganhar muita experiência, tanto para excluir uma lesão maligna como para tratar as lesões quando estão escuras. Se apenas clarearmos nas primeiras sessões, prejudicamos o resultado final”, complementa.

Para orientar seus clientes com relação à prevenção desses sinais, é importante explicar que elas podem ser completamente evitadas somente com proteção solar, além de mostrar como é simples incluir o uso do produto na rotina diária.

“A exposição ao sol acontece todos os dias, no carro e até dentro de casa. Minha dica é explicar para seu paciente o quanto é essencial usar um filtro solar em todas as áreas fotoexpostas e utilizar luvas com proteção contra os raios ultravioletas ao dirigir”, acrescenta. 

Manchas: avaliação precisa faz toda a diferença

Em geral as erupções são benignas, mas sempre devem ser avaliadas constantemente por apresentar um risco de câncer de pele. “Há o chamado lentigo maligno melanoma, um grave quadro da doença que se apresenta de forma semelhantemente a uma mancha senil”, observa Dra. Valéria.

Por isso, é fundamental sempre reforçar com seus pacientes sobre os perigos que as manchas representam. Ainda mais se forem irregulares, com cores diferentes, de diâmetro maior do que 5 mm, que se fere com facilidade e não cicatriza facilmente.

“O câncer de pele, em geral, é tratável e seu diagnóstico precoce é o que na maioria das vezes garante a cura completa das lesões. Fale com seus pacientes sobre esses riscos e explique a necessidade de uma consulta anual com o dermatologista associado a SBD”, finaliza.

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