Grávidas podem realizar procedimentos estéticos?

A vaidade está sempre presente na vida feminina, incluindo o momento da gravidez. Porém, é imprescindível informar às pacientes que determinados procedimentos estéticos, além de ativos que compõem as formulações de produtos, são proibidos para as gestantes, visto que podem causar males para a mãe o bebê. 

Mesmo com o surgimento de estrias e a piora do melasma, fatores comuns no período da gestação e que costumam incomodar as mulheres, é necessário reafirmar o quanto alguns tratamentos de pele precisam ser postergados após o nascimento do bebê.

Dr. Cristiano Kakihara, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológico e médico dermatologista da Clínica Kakihara, cita os principais que são proibidos para essa fase:

  • Lasers: não devem ser aplicados em gestantes, pois não há trabalhos de segurança da exposição à luz coerente da fonte emissora;
  • Radiofrequência: a corrente elétrica que circula entre os polos não é autorizada, já que não conhecimento se tal corrente poderia lesionar o bebê;
  • Luz intensa pulsada: a luz não coerente não é indicada visto que pode atingir o abdômen, mesmo que em baixíssima dose;
  • Peeling de ácido retinóico: a tretinoína (ácido retinóico), por ser teratogênica, é capaz de causar má formação fetal;
  • Peeling de fenol: por ser substância cardiotóxica e nefrotóxica para a mãe, provavelmente também será para o bebê.

“Já com relação aos ativos, os não permitidos para grávidas incluem a tretinoína, adapaleno, hidroquinona, ácido salicílico e ureia em altas concentrações, complementa o dermatologista.

Procedimentos estéticos liberados

É importante saber que nem todos os tratamentos são contraindicados no período gestacional. Segundo Dr. Cristiano, o peeling físico (microdermoabrasão), a microinfusão de medicamentos (dependendo da substância infundida), microagulhamento suave, limpeza de pele, alguns peelings químicos e aplicação de “light emitting diodes” são seguros em gestantes.

Além disso, o dermatologista informa que, durante a gravidez, a mulher não deve descuidar do uso correto do protetor solar, já que a tendência em desenvolver melasma é muito grande. Assim, é fundamental orientá-las para passarem o produto de 2 em 2 horas, mas desde que seja de acordo com o perfil de oleosidade e de hidratação cutânea da paciente. 

“A utilização de hidratante corporal, bem como de cremes com substâncias como ácido hialurônico vetorizado, vitamina C e ácido glicólico (em baixas concentrações), também precisa ser incentivada a fim de evitar o surgimento de estrias. Ainda ressalto que a hidratação oral é primordial para o pleno funcionamento do organismo, adiciona.

Pós-parto: existe alguma restrição?

Dr. Cristiano finaliza informando que após o nascimento, as lactantes podem realizar todos os métodos mencionados, pois não há risco para o bebê, exceto os que exponham a mãe a algumas substâncias químicas que possam teoricamente passar pelo leite, como fenol, tretinoína e ácido salicílico.

“Logo depois do parto, a mulher já está apta para fazer qualquer um dos procedimentos mencionados acima. Não é necessário esperar um tempo mínimo”, conclui.

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