acido hialuronico

Descubra o poder que o ácido hialurônico pode oferecer para os tratamentos de pele

O mercado da cosmetologia já vinha algum tempo comentando sobre o ácido hialurônico e seus benefícios. Mas, a partir da inclusão deste item por marcas conhecidas em seus cosméticos, houve o boom da procura pela substância.

Por estar tão em alta, os consultórios dermatológicos podem aproveitar e oferecer tratamento para pele com este componente desde hidratações à minimização de rugas, preenchimento ou como bioestimulador. 

Para que você possa acompanhar a alta procura sobre o ácido hialurônico, reunimos informações sobre as melhores formas de usá-lo em seus pacientes. Saiba como!

O que é o ácido hialurônico (AH)?

Primeiramente, vamos falar sobre o que é o famoso ácido hialurônico: consiste em uma molécula de açúcar, presente em quase todos os organismos vivos. “Essa substância é responsável pelo volume da pele, forma dos olhos e lubrificação das articulações, sendo normalmente produzido e degradado”, explica a médica dermatologista, Dra. Valéria Campos*. 

Segundo Dra. Valéria, o ácido hialurônico é um forte retentor de água, sendo muito eficaz para dar volume aos tecidos, mas possui uma vida curta, sendo eliminado de forma rápida pela epiderme. 

Ainda com o avanço da idade, o AH diminui ocasionando a abreviação também da hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para a perda do viço e surgimento de rugas. Dessa maneira, a aplicação de produtos tendo a substância na receita, por exemplo, precisa ser feita de tempos em tempos. 

As marcas e o ácido hialurônico

Cada marca varia na maneira de realizar a estabilização deste componente – o que deve ser realizado para que ele possua uma meia-vida mais duradoura. “Isso explica as diferenças na duração do efeito e na viscosidade do ácido nos diferentes produtos disponíveis no mercado”, explica Dra.Valéria. 

Por exemplo, ao realizar o procedimento de preenchimento com o ácido, após um período ele será degradado pelo organismo. Assim, o método deverá ser repetido, de acordo com a necessidade de cada paciente, para obter o resultado inicial novamente.

Atualmente, o ácido hialurônico é um dos preenchedores dérmicos temporários mais utilizados no mercado, destinado a correção de linhas, rítides e sulcos faciais. Entre suas funções que geram benefícios estão: manutenção de volume, sustentação, hidratação e elasticidade da pele. 

Formas de utilizá-lo em seus pacientes

Entre as melhores formas de utilizar o ácido hialurônico estão: injetando com agulha na pele; por drug delivery, em que a execução na derme é feita após realização de laser de preferência ablativo ou microagulhamento; através do uso de um jato de ar muito potente, que faz sua introdução.

Com relação ao uso do ácido hialurônico e outros procedimentos estéticos, Dra. Valéria explica: “Ele pode e deve ser associado a processos estéticos, mas o ideal é não fazer o laser ou outros métodos logo após a aplicação para não diminuir sua duração. Existe um tipo de ácido específico para cada tipo de utilização.“

Após a realização da aplicação é necessário orientar o paciente para os cuidados em casa. Segundo Dra. Valéria entre eles estão:

  • Usar filtro solar, pois a derme fica sensível e suscetível ao aparecimento de manchas;
  • Evitar levar a mão sem lavar à área tratada;
  • Não realizar atividades físicas muito intensas;
  • Evitar fazer massagens no local no qual foi feita a aplicação sem a orientação do dermatologista;
  • Fazer compressas de chá gelado de camomila ou bolsa gelada (evitar gelo que pode queimar);
  • Não esqueça de hidratar a pele, especialmente se o procedimento foi associado a um peeling;
  • Usar antioxidantes.;
  • Evitar tratamento dentários por 15 dias após o preenchimento de olheiras.

Contraindicações

O ácido hialurônico não é indicado em pessoas que tenham problemas com coagulação grave, pois se for aplicado dentro ou próximo da área em que a doença está ativa pode causar inflamações e feridas.

Também não deve ser injetado em uma local na qual um implante permanente tem sido colocado ou em regiões com fios de sustentação recente. Os estudos ainda não foram realizados em mulheres grávidas ou no período de amamentação. 

“O maior risco do ácido é um profissional atingir artérias na aplicação, o que pode levar à necrose, cegueira e AVC, por esse motivo o preenchimento deve ser feito pelo médico que tem pleno domínio da anatomia”, completa a Dra. Valéria.

Continue acompanhando nossas publicações para ficar por dentro dos principais assuntos do mercado de dermatologia. 

*Dra. Valéria Campos é médica pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Botucatu. É especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Mestre pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Dra. Valéria Campos é membro do Departamento  de Laser da SBD entre os anos de 2015-2016, sendo especialista no assunto pela Harvard Medical School e pelo Massachussets General Hospital. Dra. Valéria Campos também é membro do Comitê Internacional da Revista Dermatologia & Cosmética da España.

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