Câncer de pele: prevenção e diagnóstico precoce são a chave para a cura

Câncer de pele: prevenção e diagnóstico precoce são a chave para a cura

Na luta contra o câncer, o diagnóstico precoce é o maior aliado, seja qual for o tipo dessa doença. Pode parecer óbvio, mas é sempre importante destacar: quanto mais cedo for detectada a enfermidade e iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura. 

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registrou 626.030 novos casos somente em 2020. E com a pandemia da covid-19, novas perspectivas foram traçadas para a doença. De um lado, houve redução nas cirurgias e exames preventivos por vários motivos, inclusive orientação médica. Além disso, estudos para novos medicamentos foram suspensos ou adiados por conta das particularidades do período. 

O câncer de pele, por exemplo, é um dos tipos com mais pacientes no país, com cerca de 30% de todos os diagnósticos da doença, de acordo com o INCA. Para marcar a luta contra esse mal que afeta milhares de pessoas em todo o mundo, destacando os benefícios do diagnóstico precoce e dos hábitos saudáveis de vida, a União Internacional de Controle do Câncer (UICC) criou o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer (08/04).

Aos dermatologistas é importante lembrar os pacientes de que os hábitos cotidianos são muito importantes na prevenção ao câncer de pele, assim como transmitir orientações específicas para o combate às variadas formas da doença que podem atingir o maior órgão do corpo humano.

Tipos de câncer de pele

Os tumores da pele são divididos em dois grupos: melanomas e não melanomas, sendo esse último o mais frequente no país, mas com número baixo de letalidade. Os cânceres não melanomas surgem na camada superficial da derme e costumam acometer pessoas acima de 40 anos. 

Os sintomas são variados em cada paciente. No entanto, alguns sinais costumam ser comuns entre os casos, como lesão rosada ou avermelhada de crescimento lento e constante, ferida que não cicatriza em quatro semanas, pinta com crescimento, coceira, sangramento frequente ou mudança de cor, tamanho, consistência ou espessura. 

Já o câncer de pele do tipo melanoma é menos frequente, porém mais grave, com maior risco de metástase e maior índice de mortalidade. Porém, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença. Tumores desse tipo têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina, o pigmento que dá cor à pele para proteger suas camadas mais profundas contra os efeitos da radiação solar. Em sua fase inicial, surge na forma de pinta, que se destaca entre as demais por apresentar características únicas, como assimetria, bordas irregulares, cor diferenciada, diâmetro mais do que 6 mm e evolução ao longo do tempo.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) a hereditariedade tem papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco é maior em casos de familiares de primeiro grau. 

Prevenção é essencial

Conscientizar os pacientes sobre as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce do câncer de pele faz parte da luta de entidades e governos para combater a doença. Nesse sentido, a SBD realiza desde 2014 a campanha “Dezembro Laranja”, em que promove iniciativas pontuais para informar sobre essas questões à população. 

Entretanto, em todas as épocas do ano, é fundamental alertar os pacientes do seu consultório sobre as medidas de proteção e como agir para não desenvolver nenhuma das formas dos tumores de pele.

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares;
  • Cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas;
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h;
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material;
  • Usar filtros solares diariamente e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço;
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses;
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Tratamento

Existe uma série de terapias para tratar os tipos de câncer não melanoma e a escolha vai depender, justamente, da forma e da extensão da doença. Os tratamentos mais comuns são cirurgia excisional, curetagem e eletrodissecção, criocirurgia, cirurgia a laser, cirurgia micrográfica de Mohs, terapia fotodinâmica (PDT), além de radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e medicações orais e tópicas. 

Para os melanomas, as modalidades mais utilizadas de tratamento são a cirurgia excisional e a cirurgia micrográfica de Mohs. Na maioria dos casos, o melanoma metastático não tem cura, por isso é importante detectar e tratar a doença o quanto antes. 

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Crédito da imagem: LightFieldStudios – iStock

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